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Posts marcados com a tag: Romance

Sempre achei que nada atrapalharia os romances perfeitos, aqueles que a gente vê nos filmes e chora junto aos protagonistas. Eu vi tudo isso na minha infância e não imaginava que o verbo crescer traria consigo tantas responsabilidades, lutas e barras pesadas que necessitariam de toda minha força para segurá-las. Eu não imaginava que assim como as mocinhas dos filmes, eu teria meu coração roubado por alguém e que ele palpitaria tão forte em sua presença. Que minha vez de conhecer o amor chegaria. E eu nem o vi bater à porta e ele entrou. E aí me dei conta do quão forte eu deveria ser, porque o amor muitas vezes pode ser amigo da distância, a distância física, aquela que separa nossos corpos. Mas todas as noites em que olho para o céu estrelado, lembro-me que aquele céu que me envolve é o mesmo que cai sobre ele. Que contamos as mesmas estrelas. E quando finalmente podemos nos abraçar em meus sonhos, posso sentir seu cheiro inebriante. Talvez um dia a distância resolva nos deixar e esses quilômetros que nos rodeiam passem a não mais existir. Mas até lá, continuarei tendo a certeza de que nem os rios, mares ou qualquer outra coisa, é capaz de conter nosso amor. E que ele vai continuar sendo o acaso mais incrível da minha vida...

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Júlia B. Tourinho – Eu, cupido.

- Escrever a série "Eu, cupido", se assim me permite chamar, mudou o que em sua vida?

Mudou muita coisa. Quando eu estava escrevendo, eu não fazia ideia de que teria essa repercussão toda, mas graças a essa repercussão eu me senti motivada a continuar escrevendo e postando no wattpad. Hoje em dia não imagino minha vida sem escrever.

- O que fez você escrever "Eu, cupido"?

É difícil dizer exatamente, porque comecei a escrever com 17 anos, daí fiz uma pausa de 5 anos e retomei. O que me fez retomar foi eu ter tido uma ideia para um livro muito parecido com Eu, Cupido. Quando comecei a escrever esse livro, eu pensei "Pera aí! Eu acho que já escrevi algo assim..." Procurei nos meus arquivos e encontrei Eu, Cupido. Achei legalzinho e resolvi terminar de escrever.

- Como você teve a ideia de criar o Paco? (Pergunta de fã: Clara Oliveira).

O Paco é uma criatura muito particular. De novo, não sei exatamente de onde veio a ideia, afinal faz muuuuito tempo que comecei a escrever, mas eu queria que ele fosse fofo e inocente, mas esperto também. Me inspirei em alguns personagens que eu amo de paixão, por exemplo o Peeta de Jogos Vorazes. Mas só a inspiração mesmo, porque, se você for reparar, os dois não são tão parecidos assim.

- Já chegou aquele momento na sua vida em que você precisou escolher: ou fazer tal coisa, ou escrever?

Na verdade, sempre acontece isso. Minha criatividade sempre atiça quando eu preciso fazer alguma outra coisa importante, tipo terminar um trabalho ou estudar para uma prova. Daí eu tenho que escolher, e quase sempre escolhe escrever. Mas, felizmente, nenhuma dessas escolhas estragou minha vida (por enquanto).

- O que você acha do projeto Semana Wattpad?

Acho um projeto super legal! Acho importante que existam projetos assim na comunidade do wattpad. A iniciativa é ótima, e eu estou torcendo para ser um sucesso!

- O que é ser um escritor para você?

Ser escritor é poder viver várias vidas. Como eu não posso ser tudo no mundo, adoro a sensação de fazer meus personagens serem. É quase como se eu estivesse sendo também, por tabela.

- Como foi para você, receber todo esse carinho e retorno no Wattpad?

Foi (e é) muito mágico. Até hoje não consigo acreditar algumas vezes. Meus leitores são as pessoas mais fofas do universo.

 

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Hyana  – Metamorfose.

- Escrever Metamorfose mudou o que em sua vida?

Tudo. Eu sempre fui fissurada em livros e minha família conta que sempre tive a cara enfiada em alguma história. Conheci o Wattpad em maio do ano passado por acaso e percebi que escrever era meu meio de desabafar. Nunca pensei que alguém fosse ler , e nem queria – me considerava muito crua ortograficamente falando. Hoje já estou no meu quarto livro – e percebo que minha escrita hoje é mais profissional devido a prática - tenho pessoas do Brasil todo me acompanhando , mandando energias positivas e seguindo as minhas loucuras no snap.

- Já chegou aquele momento na sua vida em que você precisou escolher: ou fazer tal coisa, ou escrever?

Vivo isso todos os dias (dei uma risada alta com essa pergunta) , todo santo dia eu paro e penso “Como vou me virar pra dar conta de tudo meu Deeeeeeus?”. Juro que é desesperador , a sorte é que com o tempo você cria um jogo de cintura legal.

- O que você acha do projeto Semana Wattpad?

Acho uma ideia sensacional! Eu venho analisando, e cheguei à conclusão de que tem muito escritor bom que merece ser reconhecido e ganhar espaço no meio editorial brasileiro. Os livros de escritores famosos são os que mais predominam, e por vezes sinto falta de algo diferente. E quem escreve no Wattpad tem esse diferencial – pelo menos no meu ponto de vista.

- O que é ser um escritor para você?

É dar a cara à tapa. A gente coloca muito da nossa personalidade, anseios e sentimentos no que escreve, e os leitores muitas vezes não percebem. Perdi as contas de quantas vezes estava magoada e despejei na personagem. Por vezes a gente se perde e quando vê já é um só com a nossa criação e meio que fica impossível separar uma coisa da outra. Pra ser escritor você tem que ser um pouco cara de pau e às vezes viver com a cabeça nas nuvens. É difícil explicar, mas bom demais de viver.

- Como foi para você, receber todo esse carinho e retorno no Wattpad?

Foi um choque! Eu nunca pensei que fossem ler, e quando as pessoas começaram a curtir e elogiar eu não sabia como agir. Eu sou perfeccionista- tanto que vou revisar e modificar o layout de Metamorfose, eu era muito amadora quando o postei - e nunca fico satisfeita com o que faço, então quando um leitor vem e agradece ou elogia, eu me sinto mais leve.

- O que fez você escrever Metamorfose?

Problemas pessoais. Eu só queria colocar meus sentimentos, sonhos ou invenções da minha cabeça em algum lugar. Guardar coisas demais adoece, cada um encontra seu alívio em algo. O meu foi Metamorfose. Ao final do livro eu já me sentia feliz, foi um momento de transição pra mim.

-  Qual foi sua inspiração para escrever esse livro?

Minhas amigas, meu ex-noivo e …. eu. Lavínia é o meu “eu” literário, da mesma forma que Mel do meu livro “Café com Shakespeare” foi baseada em mim. Sempre digo que quando a história faz parte de você ela flui.

- O que te fez não desistir do livro?

Os leitores, sem sombra de dúvidas. Era uma questão de honra termina-lo, tanto que quando postei o último capítulo soltei um suspiro aliviado. Tinha valido a pena o esforço.

- Quando a gente de certa forma 'convive' com você, percebe seu jeito engraçado, e quando para pra perceber, nota que é por esse motivo que seus livros são tão doidos. Já percebeu alguma vez, uma marca que é só sua na escrita de Metamorfose e Café com Shakespeare?

Já notei sim (tive que rir outra vez), e algumas pessoas já disseram que as doses de loucura nos meus livros são absurdas. Outra coisa que chama a atenção das pessoas nos meus livros são as expressões que uso – as que crio e as do tempo da idade da pedra que eu reciclo e jogo nos diálogos.

- Já ficou amiga de algum leitor?

Inúmeros. E mantenho contato até hoje.

- Você tem um site com a @worldcoolture, e sabemos que ele fala muito sobre o Wattpad. De onde surgiu a ideia de criá-lo?

Meus alunos e amigos. Cansei de ouvir gente dizendo que eu levava jeito pra coisa , que deveria tentar. Eu sou MUITO tímida, por incrível que pareça e nunca me vi gerenciando um site , muito menos um canal no Youtube. Hoje eu tenho o site graças a Ana (@worldcoolture) que é um suporte maravilhoso e uma amiga – que era minha leitora – imprescindível. E em breve o site vai ter um canal, não sei como vou fazer pra perder a timidez , mas vai ser mais um desafio a ser vencido.

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Isabela Toscano – O que não fazer antes de morrer.

 

- Escrever O que não fazer antes de morrer mudou o que em sua vida?

Me fez conhecer pessoas maravilhosas e também tive mais confiança em continuar a escrever, coisa que não tinha antes. O feedback foi incrível e eu nem fazia ideia que iria ser assim, e isso foi um máximo porque, com OQNFADM, tive ideia para mais outras e encontrei meu gênero de escrita.
- Já chegou aquele momento na sua vida em que você precisou escolher: ou fazer tal coisa, ou escrever?

Já! Meu grande dilema entre séries/filmes e escrever. Uma vez, estava estudando para a faculdade e esqueci que era dia de postagem. Resolvi que seria uma boa parar o estudo e escrever (não repitam isso em casa). Acontece... huaha
- O que você acha do projeto Semana Wattpad?

Eu adorei! É ótimo para conhecermos novas histórias e autores/autoras.

- O que é ser um escritor para você?

É como se dessem uma história apenas para você e sua função fosse contá-la da melhor forma possível para o mundo. Somos contadores de histórias, reais ou não.
- Como foi para você, receber todo esse carinho e retorno no Wattpad?

Eu fiquei - e ainda fico - chocada. Nunca imaginei que seria assim e sou muito grata a todos!

- O que fez você escrever O que não fazer antes de morrer?

O tédio (nada de palavras bonitas, me perdoem, mas é a verdade).

- Qual foi o feitiço que você usou na história para me deixar tão viciada? Sério, eu roubava wifi do vizinho quando você postava capítulo! - @CarolBSilva

AI, MEU DEUS! Não sei, me ajuda! hauha

- Como você entrou no Wattpad? - @analiciam_

Uma amiga - a que fez a pergunta, inclusive hauha - pediu para que eu lesse a história dela e eu amei (tanto a história quanto o aplicativo), então a Ana me ensinou a mexer em tudo. E haja paciência!

- A personalidade da Alice é baseada na sua? - @Kimtrouxaever

Não, mas ela tem algumas coisas minhas. Tipo acreditar em ET................ hauhaua.

- Onde surgiu a ideia de OQNFADM? - @SenhoritaPudim

Nem eu sei. Apenas estava entediada, então abri o word e comecei a escrever. As coisas começaram a surgir e formaram a história.

- Qual personagem dos seus livros você se identifica mais? - @thebenedetti

Júlia, - a japonesa - e Apolo, mas também tenho um pouco de Amélia e Ana.

- Você sempre gostou de escrever ou alguma coisa que te motivou? - @VictoriaFonsecaG

Sempre pensei em histórias, eu vivia no mundo da Lua imaginando cenas e diálogos. Então eu comecei a ler alguns livros do Nicholas Sparks e pensei ''Vou tentar''. Deu no que deu.

- Porque protagonistas só com “A”? - @oppstefany

Não foi combinado, eu juro. Só depois de montar os esqueletos das histórias que me dei conta disso.

- Como surgiu a ideia de escrever seu livro? - @jadebmx

Alguns, como O Que Não Fazer Antes de Morrer e Alice e o Raio foram o tédio e a vontade de escrever qualquer coisa. Geralmente, a ideia vem quando encontro um nome, porque junto dele vem toda uma história.

- Você tem planos de transformar seus livros do Wattpad em físicos? - @LaraVazGalindo

Acho que todos nós que postamos lá temos. É bem difícil, mas se Deus quiser - e ele quer, eu acredito -, vou conseguir publicar.

- Quem é seu personagem preferido de Friends? Qual sua série favorita? E filme?

Quando você vai mandar um Apolo pra mim? (HAHAHAHHAHA, brincs).

Monica Geller, porque ela é a melhor sim - Mondler na veia, o resto na cadeia. How I Met Your Mother. Remember me. Quando eu encontrar um, eu mando, mas vai precisar dividir com todo mundo uhauah

- Quando vamos saber mais sobre o pai e o passado de Caleb? - @as_lokas_das_fanfic

ALERTA SPOILER - ou não:num dos últimos capítulos, haverá um POV do Caleb e lá será citado um pouco sobre seu pai.

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Tânia Picon – Em dose dupla.

- Escrever Em dose dupla mudou o que em sua vida?

Na verdade não mudou nada (risos!). Mas deve ser porque ele é o meu livro dezenove, deve ter sido uma sensação diferente de quando eu fiz o primeiro, só que eu não me lembro (foi em 2007 e eu sou muito esquecida!). Eu me envolvo com os livros quando estou escrevendo, me apaixono pelos personagens, mas acho que sou volúvel porque logo sigo em frente e me apaixono por outros (os personagens do próximo livro). Em geral, termino uma história já com outra na cabeça.

Ah, tem uma coisa que mudou, por causa do Chris Evans, a inspiração do meu mocinho: eu descobri o capitão América e os super-heróis. Até comecei a escrever um livro com uma mocinha com superpoderes.

 

- Já chegou aquele momento na sua vida em que você precisou escolher: ou fazer tal coisa, ou escrever?

Atualmente eu não ando com muito tempo para escrever. Só quando a inspiração vem muito forte e eu preciso escrever é que eu dou um jeito. Não é muito fácil conciliar a rotina de escrever com a minha vida corrida.

Escrever não é a minha profissão, é o meu lazer. O que eu amo fazer. O que me relaxa. Mas eu não forço, quando eu tenho vontade escrevo. E não é uma escolha. Eu não escolhi escrever, às vezes eu nem quero, mas eu preciso. Tem uma frase que se encaixa bem comigo: “sou do tipo que escreve para não enlouquecer.”

 

- O que você acha do projeto Semana Wattpad?

Acho muito legal, um excelente modo de promover a literatura nacional. Vou dizer que antes do ano passado (2015), quando eu descobri o wattpad, eu não gostava muito dos livros nacionais, porque não encontrava o tipo de livro que eu gosto (no estilo Meg Cabot, Sophie Kinsella, Rachel Gibson e agora Carina Rissi!!), e encontrei várias escritoras talentosas no wattpad. Muito livro de excelente qualidade mesmo.  Eu consegui publicar o meu livro por causa do wattpad e sua visibilidade, e espero que outros consigam o mesmo.  Estou até começando uma biblioteca com livros de escritoras que eu conheci no wattpad.

 

- O que é ser um escritor para você?

Isso é uma coisa estranha: eu não me sinto uma escritora. Mesmo gostando de quatorze dos livros que eu escrevi (sem incluir os contos nessa lista), eu acho que eu sou apenas uma pessoa que escreve. Deve ser porque escrever não é a minha profissão. Na verdade, eu sou dentista. Inclusive, já fiz uma personagem dentista-bailarina e uma dentista-cantora, para mostrar que na vida a gente pode fazer mais de uma coisa. E eu sou uma dentista que escreve. Porque podemos, mesmo, ser mais de uma coisa.

 

- Como foi para você, receber todo esse carinho e retorno no Wattpad?

Atualmente posso dizer que adoro o wattpad, mas demorei um monte para que as pessoas me descobrissem. Fiquei uns bons meses com a sensação de estar postando para as paredes, para ninguém, mas continuei mesmo assim, devagar e sempre.

Adoro os meus leitores, os antigos e os novos que chegam a cada dia. Adoro a interação, as trocas e estou aprendendo a lidar com as críticas, para melhorar com elas. Embora no wattpad eu ganhe muito mais mensagens fofas, que eu amo, do que críticas.

Estou com o meu primeiro livro publicado prestes a chegar (ele estava em pré-venda no mês passado) e com mais de nove livros na Amazon (que são diferentes dos que estão no wattpad), e mesmo assim acho que nunca vou sair do wattpad, por causa dessa interação com os leitores.

 

- O que fez você escrever Em dose dupla?

Depois que eu terminei de escrever “As maravilhas de Alice” fiquei pensando em fazer uma história para a irmã dela, a Thaís que é a protagonista de Em dose dupla. Ela terminou a da Alice com 21 anos e com uma história aparentemente bem resolvida, mas eu pensei: “ela só tem 21 anos, posso fazer o que eu quiser com ela.” Daí dei um pulo de seis anos no tempo e a história da Tatá começou a surgir.

Foram várias as inspirações. As minhas filhas gêmeas, já que aqui em casa é tudo em dose dupla. Um documentário sobre gêmeas coreanas que eu vi na Netflix (cito esse documentário na história). E a inspiração para o mocinho veio depois que eu assisti o filme “Qual é o seu número?” (que eu também cito na história). O filme é bobo, mas o Chris Evans tá muito gato nele.

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"Uma mulher bonita não é aquela de quem se elogiam as pernas ou os braços, mas aquela cuja inteira aparência é de tal beleza que não deixa possibilidades para admirar as partes isoladas".

Uma mulher sem alto estima, um patrão solitário. Dois malucos que se completam mas fingem não perceber. Ele é louco por ela,  ela evita ser louca por ele. Mas até quando conseguirá?

Até onde a beleza tem sua importância? Lavinia vê na oportunidade dada por Aidan de se transformar, um escape para a tristeza que sente.

Aidan vê na proposta que fez a Lavinia a oportunidade de ser feliz.

A beleza está realmente nos olhos de quem vê?

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Metamorfose, de Hyana (e só Hyana mesmo), traz a história de Lavínia Stuart, uma menina-mulher de vinte e cinco anos que nunca nem sequer foi beijada.

Em uma família onde as irmãs são lideres de torcida e os irmãos destruídos de corações, Lavínia nunca foi a mais bela. Longe disse. Sempre foi pivô de comentários dos amigos de seus irmãos. Hoje, ela tem um bom emprego, e é melhor amiga de seu chefe, Aidan Tyler, o motivo de suspiros femininos pela empresa toda.

Acontece que um dia, cansada de ser feia, a moça lamenta da vida para Tyler, que bola um plano maluco, com o intuito de deixar Lavínia mais bonita por fora e segura de si. E é ai onde a confusão começa a acontecer. Com alguns capítulos na visão de Aidan, conseguimos entender o porque de ele querer ajuda-la, e também descobrimos que para ele, a beleza de Lavínia está por dentro, mas nada melhor que dar up na mulher por fora.

Um certo dia, Lavínia acaba comentando com seu chefe que tem vontade de sair de Chicago e visitar Vegas; Aidan, que além de estar caidinho pela moça, não é bobo nem nada... sugere que os dois passem o fim de semana na cidade do pecado. Muita confusão vai rolar e, como diz minha amiga Maysa, ALERTA DE SPLOIR: os dois acabam casados!

Metamorfose é o romance ideal para quem procura algo divertido, leve e espontâneo. E assim como em Café com Shakespeare, Hyana não podia deixar de manifestar um lado completamente maluco em sua personagem principal. E se o livro está sendo resenhado aqui na Tirania, é claro que eu super recomendo!

 

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Acreditem, rever o cara que te deixou na fossa pode ser pior do que cair 1000 metros. Mentira! Na verdade, reencontrar quem já amou é a mesma coisa que se afogar no mar, onde o cara é a imensidão do oceano e eu sou apenas... Clarisse Bellini, ou seja, uma menina que não sabe nadar! E se você nunca se apaixonou, então parabéns, porque eu prefiro tropeçar e cair num buraco.

Olhar para o passado e ver o quão ruim foi não estava nas minhas expectativas para o agora. Depois de poucos anos, estou preparada psicologicamente apenas para cursar medicina, nada mais! Porém, tudo é um desafio, e não sabemos quando irá aparecer um obstáculo, e adivinhem? Miguel voltou da pior maneira possível.

Dessa vez, não tenho como fugir. E o pior, eu não consigo superar!

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Perfeitamente imperfeita, de Ana Licia, conta a história de Clarisse Bellini, uma garota que sofreu pelas palavras e ações de um velho amor platônico.

Clare não é mais aquela garotinha em quem Miguel pisou; agora ela é dona de si, bonita, inteligente (não que já não fosse antes...) e está pronta para cursar medicina, tudo que sempre quis.  Mas, como sempre acontece quando estamos felizes, e em paz, Miguel brota na vida da jovem do nada e, novamente, embola tudo na vida dela. Ela tem um passado com Miguel, um passado ao qual não gosta de lembrar, pois saiu muito ferida de tudo que aconteceu. E quando aquele rapaz apareceu novamente em sua vida, foi como se o coleguinha do jardim de infância colocasse o dedo no joelho ralado e cheio de sangue de Clare.

Agora o rapaz parece estar em todos os lugares, como se não bastasse ser filho do noivo de sua mãe, também é voluntário no mesmo setor oncológico que ela. Não que ela ache isso ruim, pois Clarisse até acha bonito da parte dele, mas é um pouco importuno, digamos assim. E para piorar, a moça começa a gostar de ser importunada por Miguel.

Como em toda história, não poderia faltar a amiga louca que sempre dá péssimos concelhos, mas sempre quer apenas e nada mais que o bem, Luana vem completando essa história.

Perfeitamente imperfeita é o romance indicado para quem gosta de livros que trazem à tona um velho amor do passado. Nele, Ana Licia, Clarisse, Miguel, Lívia, Luana e muito outros personagens pretendem prender você até a ultima linha. E sem mais nada para falar, lhes digo: leiam.

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Thais não tem sorte no amor. Pelo menos ela está convicta disso aos 27 anos após uma série de fracassos amorosos. Por isso, ela reluta a entrar em um novo relacionamento. Só que quando ela finalmente não resiste a um cara, ela descobre que existe uma cópia dele também. E não faz sentido dois homens serem tão iguais!

Aparentemente, agora a sorte dela mudou. Dessa vez, ela tem duas chances no amor. Só que do jeito que ela é, tentando compensar os erros do passado e fazer tudo certo, ela não se limita a conhecer os dois caras iguais. Ela resolve apresentá-los também. E, a partir daí, as confusões só vão aumentar.

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O livro que eu vou resenhar hoje é da escritora (já publicada, com As maravilhas de Alice disponível na Amazon e no site da Alvo Editorial) Tânia Picon. O romance Em dose dupla conta a instigante história de Thais, uma jovem professora de educação física que recebeu uma herança misteriosa e tem um trágico passado com amores.

Tatá conhece Marcelo, seu colega de profissão, no banheiro. Encontro inusitado, não?! Mas como eu dizia... É o primeiro dia de trabalho de Thais e todo mundo está olhando torto para a professora com roupas de ginástica chamativas, e que lugar melhor que o banheiro para fugir dos olhares dos outros professores? Ao ver a situação da moça, Marcelo se prontifica à apresenta-la para seus colegas e de quebra ainda a convida para almoçar com ele (no colégio, logicamente).

Interessada pelo professor de educação física, Thais tenta se convencer a não dar tanto mole para o homem, já que ela sabe de seu mais recente fim de relacionamento com a ex-diretora da escola em que trabalham.  Mas, na tentativa de ajudar Melinda (sua mais nova amiga) a conquistar Tony, um professor de química que nunca reparou na ruiva, Tatá e Marcelo decidem promover uma “noitada coletiva”. Depois da superprodução das garotas, elas encontram os rapazes numa espécie de barzinho, onde o casal de professores de educação física dão seu primeiro beijo e possivelmente o último, já que a ex-noiva de Marcelo resolve ressurgir das cinzas.

Desacreditada de sua sorte no amor e frustrada com o rapaz estranhamente parecido com Chris Evans, o ator por quem ela tem não só uma queda, mas um abismo inteiro, Thais resolve criar um perfil no Tinder e encontra uma cópia fiel de seu colega de trabalho. Guilherme Porto, que também é MUITO parecido com Chris Evans, desperta a curiosidade da moça. E, quando ela finalmente o encontra pela primeira vez, tem a brilhante ideia de apresentar os dois rapazes, promovendo assim, a noite mais louca de sua vida.

Em dose dupla foi um romance que me conquistou logo na sinopse. Quando eu pensei “vou resenhar esse livro”, não tinha ideia do porque, já que nem mesmo havia lido um trecho do livro. Para quem gosta, assim como eu, de romances de doer o coração de tão bom, esse livro com certeza deve ser um dos primeiros em sua lista.

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08
jun
2016

O sol forte do meio dia parecia tocar levemente a água do rio, em uma tarde quente de junho, enquanto caminhava pela orla com ele ao telefone, fui dominada por um misto de nervosismo e ansiedade, eu estava ali, a poucos segundos de encontrar aquele homem que conversara comigo inúmeras madrugadas e que me deixava bastante mexida, eu tinha certeza de que depois daquele momento muitas coisas iam mudar entre nós, só não tinha a mínima noção de como seria.

Ao vê-lo sentado em um banco de frente para os barcos meu coração acelerou imediatamente, parte de mim queria desesperadamente encurtar aquela distância e a outra parte queria correr na direção contrária devido ao pequeno ataque de pânico que aquele momento me causava, mas eu tinha quase que como uma certeza, de que eu não me arrependeria daquilo. Sentei-me ao seu lado e ao ver aqueles olhos castanhos focados em mim, senti que todas aquelas sensações de pavor desnecessário estavam passando e davam lugar a uma sensação de paz e euforia inexplicáveis.

Seus toques em mim eram mínimos, mas me faziam ansiar sempre por mais e mais, em meio a nossa conversa acabei descobrindo que ele não era nada do que eu esperava, mesmo quando me irritava falando bobagens ou repetindo algo que eu havia dito há algum tempo, ele era bem melhor. Me fazia sorrir de toda aquela situação que até algum tempo atrás era imensamente constrangedora e acabara se tornando tão natural daquele momento em diante. Eu gostaria de dizer que nos beijamos e que aquele momento foi realmente mágico, e que eu realmente desejava isso, mas não aconteceu, não naquela tarde e não naquele momento.

Talvez isso seja só o começo de alguma história que escrevamos juntos, sinto que isso ainda não morreu aqui, porque todos aqueles sentimentos confusos ainda estão bem aqui, dentro de mim, esperando apenas nosso próximo encontro e o tão esperado beijo que me faça flutuar.

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04
jun
2016

Diferente da última vez, dessa, eu consegui rolar para o lado; em um colchão macio e quente, uma cama, presumi. Abri os olhos lentamente, para que se acostumassem com a claridade do cômodo. Eu estava em um quarto simples, onde havia apenas a cama em que eu deitava, um criado-mudo com um copo, alguns frascos de comprimidos e uma jarra meia de água, um armário gasto, com um grande espelho pregado, uma porta e uma janela de vidro com uma cortina branca que balançava constantemente pelo vento que o litoral emanava.

Sentei na cama devagar, pois não sabia a quantidade de membros que havia machucado. Algumas coisas na minha mente eram apenas um borrão, mas outras, como a queda do avião, eu lembrava muito bem, com certa dor e amargura, o gosto de bílis subindo à boca. Meus pés descalços e quentes tocaram o chão frio com sutilidade, pondo-me em pé logo em seguida. Caminhei em direção ao espelho, buscando ver o estrago que a queda havia me causado.

Dito e feito; parada em frente ao espelho, fitei meu reflexo abatido. Arranhões pelo rosto, braços e alguns hematomas ainda vermelhos, que provavelmente ficariam roxos depois de algumas horas, espalhados pelas pernas e ombros. Nenhum ferimento grave, além da dor que eu sentia no lado esquerdo das costelas. Trajava um vestido simples, sem corte extravagante, sem modelagem, florido, que ia até o meio das minhas canelas. Ouvi o barulho da maçaneta girando e em seguida a porta gasta rangeu sob o porcelanato frio, o mesmo rapaz que me salvara na praia, meu anjo, entrou pela porta.

— Você está acordada, graças a Deus — entusiasmou-se, abrindo o sorriso de canto de boca mais lindo que eu já vira — Como está se sentindo?

Passei os dedos nos cabelos, para desembaraça-los, em um gesto nervoso. De repente, ficar em um quarto minúsculo com o meu anjo da guarda não me parecia tão boa ideia assim.

— Bem... Eu acho. Fora os hematomas e arranhões, só algumas dores na costela. Mas vai ficar tudo bem. — garanti-lhe.

— Se quiser podemos levá-la ao médico. Achei melhor deixá-la acordar antes — murmurou complacente.

Neguei com a cabeça.

— Não precisa. Vou ficar bem. Foram apenas alguns machucados...

— Então, você sabe o que aconteceu com você? — indagou receoso.

Assenti devagar. As palavras pareciam fugir de mim a cada pergunta feita pelo rapaz.

— O avião em que eu estava... Ele ca-caiu. Estávamos apenas eu, o piloto e algumas aeromoças e comissárias de bordo. Você achou mais alguém além de mim?

O vi negar com um maneio de cabeça. De um lado para o outro...

— Só você estava na praia. Tentei achar alguma coisa a respeito em noticiários de televisão... Mas não deu nada — anunciou cautelosamente, mas logo emendou — Acho melhor você descansar um pouco. Amanhã conversaremos melhor... Deve estar com fome, certo? Vou providenciar alguma coisa para você comer.

Não tive chances para responder, pois o rapaz disparou tudo rapidamente e saiu em seguida, encostando a porta assim que passou por ela. Caminhei de volta até a cama e sentei-me no colchão, subindo minhas pernas para cima do mesmo e encostando o tronco na cabeceira de madeira atrás de mim. Esperei algum tempo, até que algumas batidas na porta foram ouvidas e logo uma mulher de mais ou menos cinquenta anos passou por ela, com um sorriso bonito e familiar, carregava uma bandeja nas mãos.

— Olá, querida — saudou-me docemente —Trouxe algumas coisas para você comer, Dean disse que estava faminta.

Dean... Então esse era o nome do rapaz que a pouco conversava comigo.

Sorri e articulei um "oi" sem som, para a mulher sorridente e simpática a minha frente. Ela se aproximou da cama em que eu estava recostada e descansou a bandeja sobre o criado-mudo, foi aí que eu vi tudo o que ela carregava lá: um prato de sopa fumegante, um copo de suco de laranja e um prato com dois sanduíches naturais cortados em forma de triângulos. Eu estava morrendo de fome, e tudo me pareceu extremamente apetitoso.

— Tome meu bem, coma — Ela me estendeu a bandeja, colocando-a sobre meu colo.

Apanhei a colher e comecei a engolir colheradas quentes do conteúdo saboroso do prato.

— Eu sou Marta Jones, você ainda não nos disse seu nome... — apontou.

Sorri e descansei a colher no prato por alguns instantes.

— Sou Reagan McLaren — e voltei a tomar a sopa, sem a menor vontade de conversar.

Marta continuou a me olhar de uma forma doce, quase como uma mãe olhando para sua filha que acabara de chegar do treino de natação, morta de fome. Eu sentia falta disso. Desde que mamãe morrera, só podia contar com Dylan, Fanny e Maddisson. Eles eram a minha única família, ainda que não biologicamente, mas eu os amava como se fossem.

— Imagino que esteja muito confusa não é, Reagan? — assenti e então ela continuou — Gostaria que falasse um pouco sobre você... Sobre como veio parar aqui na praia, toda machucada... Seria pedir muito? Depois prometo que lhe respondo tudo o que quiser — prometeu.

— Okay, vamos lá — descansei novamente a colher sobre o prato — Eu moro nos Estados Unidos e vim pra cá a negócios. Sou empresária. Não sei ao certo o que houve... Mas... O jato em que eu estava caiu. Não sei onde estão o piloto e os funcionários que estavam lá dentro. Também não sei como entrar em contato com ninguém de lá... Perdi todas as minhas coisas. O avião parece não ter caído aqui perto. Acho que fui arrastada pela maré até aqui — concluí um tanto confusa.

Tentei explicar tudo sem me expor muito, mas já sabia que havia falhado. Meu grande problema, é que eu detestava me abrir para pessoas que eu não conhecia. Maddisson costumava dizer que minha falta de confiança era deprimente.

— Vai ficar tudo bem, querida — assegurou-me.

Eu queria perguntar quem era o cara que me salvou lá na praia... Mas tinha medo de soar invasiva de mais. Preferi guardar minha curiosidade só para mim. Terminei de engolir o conteúdo da tigelinha consideravelmente rápido e logo larguei a colher sobre o prato, limpando a boca com um guardanapo de papel que havia em cima da bandeja.

— Bem, agora eu vou lhe deixar descansar em paz. Se precisar de alguma coisa, por favor, não hesite em me chamar — pediu, com um sorriso nos lábios.

— Obrigada — murmurei grata.

E ela se foi, levando a bandeja com o prato vazio e a colher suja. Sem mais nada para fazer, me deitei, adormecendo logo em seguida.

 

Um som delicioso do cantar de pássaros podia ser ouvido de meu quarto. Despertei assim que o sol ficou alto, entrando pelo cômodo e se instalando no mesmo sorrateiramente. Cocei os olhos, me estiquei e bocejei, levantando da cama em seguida. Prendi meus cabelos com as mãos, em um coque frouxo. Estava descabelada e grudenta, provavelmente pelo contato com a água do mar, não sabia como havia conseguido dormir naquele estado. A dor na costela havia diminuído, mas ainda estava lá, me incomodando... Quase como um lembrete da catástrofe que eu havia passado.

Mais batidas na porta foram ouvidas, murmurei um "pode entrar" baixo e logo vi a porta se abrir, contemplando a imagem impecável de Dean, que acabava de passar pela mesma. O rapaz carregava uma sacola de papel preto, com um logo até então desconhecido por mim.

— Bom dia, Reagan. Trouxe roupas limpas para você — anunciou, pousando a sacola em cima da cama.

— Obrigada, eu realmente não sei como agradecer tudo o que estão fazendo por mim... — murmurei no tom mais calmo que o meu nervosismo permitiu.

Não fazia a mínima ideia do quê estava acontecendo comigo... Não lembrava de ficar constrangida pela presença masculina desde os quinze anos. Talvez por que nunca tenha acontecido, até as presenças masculinas mais opressoras não conseguiam me fazer baixar a cabeça ou até mesmo ruborizar, coisa que raramente acontecia.

— Não precisa agradecer, faríamos isso por qualquer um — respondeu-me.

Confesso que, depois dessa, eu me senti a última pessoa do mundo.

— Bem, vou deixar você à vontade. O banheiro fica no corredor, tem toalhas limpas dentro do armário. Se precisar, pode chamar — e saiu do quarto logo em seguida, sem me dar a chance de responder ao menos um obrigada.

Sozinha no quarto, decidi tomar logo um banho e abandonar de vez ruim impregnada em meu corpo.

 

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