Sempre achei que nada atrapalharia os romances perfeitos, aqueles que a gente vê nos filmes e chora junto aos protagonistas. Eu vi tudo isso na minha infância e não imaginava que o verbo crescer traria consigo tantas responsabilidades, lutas e barras pesadas que necessitariam de toda minha força para segurá-las. Eu não imaginava que assim como as mocinhas dos filmes, eu teria meu coração roubado por alguém e que ele palpitaria tão forte em sua presença. Que minha vez de conhecer o amor chegaria. E eu nem o vi bater à porta e ele entrou. E aí me dei conta do quão forte eu deveria ser, porque o amor muitas vezes pode ser amigo da distância, a distância física, aquela que separa nossos corpos. Mas todas as noites em que olho para o céu estrelado, lembro-me que aquele céu que me envolve é o mesmo que cai sobre ele. Que contamos as mesmas estrelas. E quando finalmente podemos nos abraçar em meus sonhos, posso sentir seu cheiro inebriante. Talvez um dia a distância resolva nos deixar e esses quilômetros que nos rodeiam passem a não mais existir. Mas até lá, continuarei tendo a certeza de que nem os rios, mares ou qualquer outra coisa, é capaz de conter nosso amor. E que ele vai continuar sendo o acaso mais incrível da minha vida...