Eu rolava de um lado para outro da cama, a noite não estava quente, tampouco fria, não era a temperatura que me incomodava dessa vez, nem a maciez do meu cobertor favorito era capaz de me ninar, a escuridão do meu quarto me causava pequenos arrepios por todo o corpo. E eu sabia que a lembrança dele estava cada vez mais viva em minha mente.

Por mais que eu quisesse esquecer aqueles olhos castanhos ou aquele sorriso com covinhas, meu cérebro fazia questão de lembrar cada detalhe e aquela vozinha chata que antes estava adormecida voltava a gritar suplicando um único beijo dele, eu queria sufocar aquilo tudo antes que aquilo me sufocasse.

Já passavam de 1:30 h da manhã e tudo que eu queria era correr para os braços dele, mas ao invés de dar asas a esses sentimentos, eu fiz uma escolha, talvez a escolha mais difícil em meses, resolvi deixa-lo ir porque eu realmente não tinha chances de tentar mudar nada. Mesmo que eu pensasse em fraquejar, eu jamais poderia. No final eu sabia onde isso iria acabar, meu orgulho sempre fora bem maior que qualquer sentimento, mas agora era diferente, eu seguia o passos que ele havia me mandado trilhar.

E ao chegar a essas conclusões, virei-me para o outro lado da cama e cai em sono profundo, eu poderia sentir aquilo outras mil vezes, mas estava decidida a superar e seguir em frente.